Ex-governador do RJ Cláudio Castro é investigado por favorecer empresários na concessão de licenças ambientais

A PF fez buscas em endereços ligados ao ex-governador do Rio, Cláudio Castro A Polícia Federal fez buscas em endereços ligados ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A investigação apura fraudes fiscais na Refit e o favorecimento de empresários em contratos públicos. A Polícia Federal investiga se houve troca de favores em três imóveis usados pelo ex-governador Cláudio Castro. Dois deles em um condomínio de alto padrão em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A propriedade está em nome de uma mulher que é sócia de Luiz Fernando Gomes, outro alvo de quinta-feira (14). O Jornal Nacional apurou que Luiz Fernando Gomes é dono da empresa Engeprat Engenharia e Serviços Ltda, que firmou contratos com o governo no valor de R$ 355 milhões - sendo quase R$ 50 milhões sem licitação. A polícia esteve no condomínio. De acordo com as investigações, Cláudio Castro ficava na propriedade com frequência, nos fins de semana. Chegou a fazer obras na casa. A cobertura onde o ex-governador mora, na Barra da Tijuca, também é alvo do inquérito. A polícia apura se o apartamento é usado por Cláudio Castro em troca de benefícios a José Mauro de Farias Júnior, outro investigado. Ele é ex-policial federal e foi nomeado secretário de Transformação Digital no governo do Castro. A pasta foi criada às vésperas das eleições de 2022, quando, segundo o Ministério Público Eleitoral, a campanha de Castro destinou mais de R$ 2,5 milhões a uma empresa ligada a Mauro Farias. 1 de 1 Ex-governador do RJ Cláudio Castro é investigado por favorecer empresários na concessão de licenças ambientais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução As buscas desta sexta-feira (14) foram determinadas depois da análise dos celulares e computadores apreendidos pela PF na primeira fase da Operação Sem Refino. A suspeita é que governo de Cláudio de Castro favoreceu outro empresário: Ricardo Magro, dono da Refinaria de Manguinhos, a Refit. Ele está foragido desde maio. Os agentes também fizeram buscas no endereço do ex-secretário de Meio Ambiente Bernardo Rossi, que teria atuado para aprovar a licença ambiental da Refit, contrariando pareceres técnicos da equipe que ele comandava. Bernardo Rossi é candidato a deputado federal pelo União Brasil. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. A operação desta sexta-feira (14) foi autorizada pelo STF - Supremo Tribunal Federal dentro da ADPF das Favelas - a ação que determinou que a Polícia Federal apure, no Rio de Janeiro, o envolvimento de agentes públicos com o crime organizado. A defesa de Cláudio Castro negou participação em irregularidades envolvendo a Refit e esclareceu que o endereço em Petrópolis não tem ligação com ele há meses. Disse ainda que a gestão de Castro conseguiu que a refinaria pagasse dívidas com o estado do Rio de Janeiro. A Engeprat disse que os contratos firmados com o governo do estado foram licitados, com entrega no prazo e preço inferior ao dos concorrentes. O Jornal Nacional não teve retorno de José Mauro de Farias Júnior e não conseguiu contato com os demais alvos da operação. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Cláudio Castro é alvo de buscas da PF na Operação Sem Refino 2, sobre fraude em licenças ambientais da RefitCláudio Castro na mira da PF: ex-governador é alvo de buscas pela 3ª vez em 3 mesesSaiba quem é Bernardo Rossi, aliado de Castro e alvo da PF em investigação sobre a Refit
14/08/2026 (00:00)
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